ENCONTRO NACIONAL DA APECV

QUANDO: 6 de Maio de 2017 das 9.30 às 17.3oh

ONDE: Palácio Ceia, Universidade Aberta , Rua da Escola Politécnica, Lisboa, metro: Rato

Acreditação:  SIM: 0,6 credito mediante a entrega de um relatório crítico  sucinto.

 

INSCRIÇÔES 

img_20161022_173432 TRAZER:
– um quadrado de tecido de 25×25 cm bordado ( pintado ou colado se não souberem usar um linha e agulha) para fazer a manta colectiva do picnic
– comida, bebidas
– histórias para contar
– muita alegria

PROGRAMA

  • 9.30h -10.00h recepção
  • 10.00h-10.15 : Abertura  ( Teresa Eça, Isabel Trindade;  Célia Ferreira; Ângela Saldanha; Sandra Gouveia; Rui Alexandre; Augusta Gaspar)
  • 10.15-10. 30h : As Artes Visuais e o Perfil do Aluno no final do Ensino Secundário   ( Teresa Eça, Isabel Trindade;  Célia Ferreira; Ângela Saldanha; Sandra Gouveia; Rui Alexandre; Augusta Gaspar)
  • 10. 30h -10.45 h: As artes visuais no currículo do século XXI: elementos para a história de um ‘cadáver esquisito’.  Helena Cabeleira (FBAUL)
  • 10.45 h -11.00 h: “O design como Catalisador de Experiências Estéticas na Contemporaneidade – Formação de Professores e Ampliação das Possibilidades para o Ensino Básico. Marisa Mass (Universidade de Brasilia)
  • 11.00 h-11.15 h: Debate
  • 11.15h- 12.15h :Workshop com José Mauro Barbosa (Universidade de Brasilia)
  • 12.30h- 14.00 h – Pic Nic no Jardim das Amoreiras/Visita ao Museu Arpad e Vieira da Silva
  • 14.00 h- 14.30 h- Visita ao Museu da Água
  • 14.30 h- 16.00h – Maja Maksimovic. Workshop: The spirit who could not made up his mind – drama and movement workshop
  • 16.00h- 16.15h : Parecer da APECV e Avaliações Externas  no Ensino Básico e Secundário   (Teresa Eça, Isabel Trindade; Ângela Saldanha; Sandra Gouveia)
  • 16.15h- 16.30h –  Conclusões e  Encerramento.
  • 17.00h- 17.30h – Assembleia Geral  da APECV

RESUMOS


As artes visuais no currículo do século XXI: elementos para a história de um ‘cadáver esquisito’, com Helena Cabeleira (Professora Auxiliar Convidada, Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa)

SUMÁRIO:
Ainda que o lugar das artes visuais na escola pública portuguesa se tenha consolidado desde finais do século XIX, foi apenas durante os anos 1970 (na sequência da chamada Reforma Veiga Simão), que a problemática das relações entre arte e educação começou a ser sistematicamente discutida pela comunidade de especialistas que então começava a emergir e a configurar o seu próprio campo de atuação. Com diversos avanços e recuos na configuração desse campo especializado, ao longo das décadas seguintes foram-se tornando evidentes dois problemas centrais no processo de democratização do sistema de ensino e de integração das diversas disciplinas artísticas no currículo escolar: por um lado, a formação pedagógica dos professores das diferentes disciplinas artísticas (nos diversos níveis do ensino), por outro, o modo como se haveria de processar a efetiva integração das diversas disciplinas da educação artística no sistema educativo em geral, uma vez que o próprio ‘conceito de educação artística’ era em si mesmo problemático e discutível, pois os seus ‘objetivos’ e ‘conteúdos’ eram ‘objecto de várias interpretações’ que muitas vezes se confundiam ou com a ‘educação pela arte’, ou com ‘a iniciação a algumas das artes, em particular às artes visuais’, ou ainda com ‘o espontaneísmo’ e a ‘arte infantil’ (Perdigão, 1981). Em pleno século XXI (ou seja, mais de quarenta anos volvidos desde o inicio dos primeiros debates em torno do lugar das artes no currículo oficial), tornou-se incontestável para nós que as ditas ‘artes visuais’ foram aquelas (e porventura as únicas) que conseguiram efetivamente assegurar um lugar estável no currículo escolar público e, até mesmo, consolidar a hegemonia do ‘visual’ sobre as ‘outras artes’ (música, teatro, dança). Não obstante, as artes visuais – quer como uma disciplina curricular, quer como um campo disciplinar autónomo da investigação educacional – permanecem numa condição que se pode designar ‘precária’, ‘fragmentária’, ‘im-pensada’ – porque sistematicamente alheada da sua própria história (longínqua e recente). Esta persistente cegueira histórica tem-se feito acompanhar de uma crónica ‘tensão latente’ no interior da área curricular que, por sua vez, se traduz num
continuado estado de ‘beligerância defensiva, empiricamente experimentada no quadro das relações institucionais’ (Dias, 2009).
Com base nestas considerações preliminares, e tendo por objeto de estudo e análise um conjunto de documentos legais produzidos pelo Ministério da Educação (e também os pareceres emitidos pela APECV a respeito dos mesmos), é objetivo da minha comunicação reflectir sobre alguns pontos-chave da história (mais ou menos recente) desta espécie de ‘cadáver esquisito’ que é o currículo das artes visuais.
REFERÊNCIAS
Dias, M.A.F. (2009). Para uma genealogia da Educação Artística: História das disciplinas de Desenho, Trabalhos Manuais, Canto Coral e Educação pelo Teatro na escola primária portuguesa, do primeiro quartel do século XIX a meados do século XX. Tese de Doutoramento, Universidade do Minho, Instituto de Estudos da Criança. Disponivel em http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/10546
Perdigão, M. (1981). Educação Artística. In Manuela Silva e M. Isabel Tamen (coord.), Sistema de ensino em Portugal (pp.285-305). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian


 Maja Maksimovic

Maja Maksimovic (1983) is Assistant Professor at the Department for Pedagogy and Andragogy / Adult Education, Faculty of Philosophy of the University of Belgrade and a researcher at the Institute for Pedagogy and Andragogy. Maja has a diploma in andragogy, obtained in Belgrade, Serbia, MA in Counselling Studies obtained at the University of Nottingham, UK, PhD in Andragogy, Faculty of Philosophy, University of Belgrade and a certificate in SESAME approach. She is a deputy editor of the adult education journal Andragogical studies and the author of the numerous publications.

Workshop: The spirit who could not made up his mind – drama and movement workshop 6/5/2017

Sinopse: The workshop will offer a space for participants to experience the work with drama, movement, storytelling and visual art following the methodology of SESAME approach1. Through the embodied enactment of the story The spirit who could not made up his mind, we will ask the questions about identity and wandering and explore the spaces of transitions. The first part of the workshop will be experiential, but in the second part we will look into the structure of the learning methodology and its possible implementation within the settings of the participants.

From darkness
On a shadowed path
I must make my way;
Let it faintly shine,
The moon upon the mountain’s edge.
Izumi Shikibu


Marisa Cobbe Maass

Professora/ Pesquisadora

Departamento de Design/ PPG – Design

Mestrado profissional em Artes – Profartes
Instituto de Artes
Universidade de Brasília
O design como Catalisador de Experiências Estéticas na Contemporaneidade – Formação de Professores e Ampliação das Possibilidades para o Ensino Básico.

Investigação de Pós Doutoramento que tem como objetivo instrumentar uma reflexão acerca da inclusão de conteúdos de design na formação de professores de Ensino Básico (fundamental e médio) tendo como ponto de partida as interfaces entre artes visuais e design que ocorrem nas disciplinas de artes no ensino médio, principalmente no que tange à experiência estética. Relacionamos esta questão com o papel fundamental da arte como eixo aglutinador, permeando o dia a dia da pessoa comum, do cidadão, e no nosso caso, do estudante, para quem, muitas vezes o repertório dos museus está demasiado desconectado da sua realidade.

Reafirmamos aqui a importância da educação estética como estrutura para a leitura poética de mundo sem depender de tutela ampliando a capacidade de expressão artística, de reinvenção de si mesmo, do sonho e da proposta de um mundo novo.”


 

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