arte contemporânea

cadernos artivistas

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Laboratório: MANTO DO JACARANDÁ

APECV/Quinta da Cruz, 17 /18 de Dezembro de 2015  Laboratório: MANTO DO JACARANDÁ

com Ângela Saldanha, I2ADS Instituto de investigação em arte, design e sociedade – Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Portugal

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“No chão o céu. O que está em cima igual ao que está em baixo. Princípio da alquimia. O metal vil e o ouro. A luz reflectida, o contra-luz, a sombra, a fotografia que congela o presente e no entanto já não é a
imagem que registou. Tudo isto me atravessa ao atravessar a rua. O jacarandá semeia o empedrado estéril. A gravidade nega-lhe semear o céu. Um autocarro segue com destino Sonhos e quase me
atropela.” Bernardino Guimarães
O Jacarandá como lugar de afetos, de partilha, de relações com o divino e com a profundidade metafísica estrutura-se segundo o conceito de Lugar contemporâneo, onde interessa perceber as sinergias próprias
do espaço híbrido, onde se constroem, numa mecânica muito própria, relações sociais fiéis, se partilham histórias de vida e narrativas, numa dinâmica única, que abre novas possibilidades de atuação no real.
Narrativas e relações influenciadoras de um caminho, carregado de sabores, cheiros, cores, afetos, onde nos “entrelugares” encontramos sentidos pessoais mais fidedignos e próximos do indivíduo global, que
procura incessantemente por um lugar onde se possa sentir em casa.
Aprende-se a pensar o espaço, a sair do espaço e a construir espaços com lugares. O Jacarandá é um mapa, a possibilidade de encontro entre pessoas, a hipótese de um caminho, é o desafio, é o público e privado cartografados, é o espelho de um poeta e o atlas mnemósine de todos os
intervenientes.
É uma obra contemporânea de relações, um projeto político de experiências sociais, feito de pessoas reais para outras pessoas iguais, é a arte como encontro de Bourriaud (2001); uma investigação sempre em aberto, de inclusão, de movimento, de emoções e lugares intangíveis.
Pretende estar atenta ao individuo como um todo, que vai para além do corpo, que se move na obra e perante a obra.
É um Lugar onde se propõem cartografias de forma a impulsionar outras, mais pessoais. Cartografias mentais ou físicas que recriam mapas, que questionam fronteiras.
Parte e vive dos mesmos lugares das “Mandálas”, da contemplação, do que nos ajuda a ver, do sensível, dos interstícios e dos entre-lugares, onde tudo acontece.
“Lembremo-nos de que contemplar significa, antes de mais, observar uma realidade natural, delimitando-a como templum, ou seja como um campo estritamente demarcado pela ação sobrenatural que revela os seus signos de predição, de modo que olhar o espaço se transforma em olhar no tempo -, esse costume ritualizado, casuístico, formal, permitia, com efeito, ‘ler o que nunca foi escrito’.”
É importante pensar e refletir sobre o poder destas narrativas cartográficas na organização do caminho da pessoa que a conta – que vai muito além da sua memória (sendo uma interpretação do passado pelo
presente, sob a expectativa do futuro) – e o poder que têm na construção de mapas-cartografiasnarrativas da pessoa que as experiencia.
Mapas que vão para além do corpo, da matéria, do real ou da memória; mapas que vivem em movimento e nas diferentes formas verbais do mapear.
“Inventa, entre tudo isto, zonas intersticiais de exploração, intervalos heurísticos. Ignora deliberadamente
os axiomas definidos. Corresponde a uma teoria do conhecimento exposta ao perigo do sensível e a uma
estética exposta ao perigo da disparidade. Destrói, pela sua própria exuberância, os ideais da unicidade,
de especificidade, de pureza, de conhecimento integral.”Didi-Huberman, 2013:13
Significa estar alerta à novidade, aos interstícios das coisas, ao excesso, ao que sobra, ao que ninguém quer, ao que nos habituamos a olhar sem ver – ao deslumbramento das coisas simples que nos levam à
humildade que a terra tem connosco e, assim, às nossas raízes.Nesta procura do nada e do tudo estamos alerta, perante as histórias dos outros que muitas vezes nãoouvimos por cansaço, por vaidade, pela rapidez da vida ou por procurarmos demais no que está longe.
Deste modo poderemos cartografar um mapa todos os dias da terra onde vivemos sem nunca o repetir,um mapa constantemente novo. Um espaço sem limites, delimitações, uma cartografia sensível que fala.
“… aquele que se desloca sempre em velocidade apenas capta imagens superficiais, nunca chegando a alcançar diretamente a profundidade das coisas…”
Nesta partilha sensível e ética compreendemos a abordagem metodológica híbrida A/r/tografica, que se centra nas entrelinhas dos múltiplos “eu’s” que fazem parte de mim, relaciona as metodologias artísticas
com o seu papel como investigador e educador.“interessa-nos o sentido do liminar, tal como foi pensado pela antropologia da experiência (…), as pessoas são convidadas a refletir sobre a sua identidade” em vivências ricas de sentido.
Um processo a/r/tográfico com uma abordagem qualitativa de investigação-ação, assente na metodologiado processo criativo individual para a criação de uma obra colaborativa.
Importância dada à definição de “rizoma” de Deleuze & Gattari como conceito aberto: aberto à experiência, à relação e cresce onde encontra possibilidades. Na nossa vida tudo se relaciona e interage não sendo possível uma divisão em partes. Vivemos precisamente no movimento que surge nas relações entre essas partes.

 

 

“O jacarandá da minha rua floresceu. Adornou-se de violeta e azul e a cidade, o universo todo modificouse por causa disso. Seguro nas mãos esses fragmentos de céu, essas gotas de infinito vegetal, tão evanescentes e efémeras. A velha árvore cumpriu, sem renascer. há integridade nisso e alegria e sofrimento. Vive nesse lapso de tempo onde, por agora, tudo volta de novo a ser possível. Quem sabe?”
Bernardino Guimarães

MAPAS DE LISBOA: PONTES EDUCATIVAS CULTURA LOCAL/CULTURA GLOBAL

Descobrir Lisboa ,  pela ‘Derive’, conversando, cartografando , um modelo de aprendizagem para quem quiser experimentar  métodos alternativos de aprendizagem  do lugar , das histórias, das gentes , dos patrimónios e das artes .

 

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Descobrir as estórias  de Lisboa , a partir do último cabalista , ruas da  Graça , de Alfama e da Mouraria.  Conhecer os chafarizes , ouvir a`água, sentir os odores, a brisa , partilhar contos, fábulas , estórias e histórias.  Experimentar uma pedagogia diferente

 

Relatório da  Conceição  sobre o curso 

Mapa da Carmen e da Ana

Projecto de Trabalho a partir do curso  ( Madalena e Pedro) 

Rota dos Chafarizes de Lisboa
Célia Cameira Santos
Conceição Pereira Nunes
Paulo Simões Nunes

Projecto de Trabalho da Helena 

http://www.apecv.pt/formacao/chafarizeshelena.pdf

Lisboa esquecida, Lisboa recordada, Lisboa vivida, Lisboa amada

Fado. O Fado num Museu. Dá vontade de entrar…mas um olhar rápido sobre os ponteiros do relógio acusa o meu atraso. Já devem estar à minha espera. Refresco-me no chafariz, passando a mão molhada pela testa. A Rua dos Remédios parece-me tão cheia, as fitas coloridas dependuradas nas janelas, que serpenteiam ondulantes Regueira acima. Rostos atarefados de homens e mulheres cruzam-se na azáfama do fim de tarde. “A minha sardinha é linda!”.Oiço vozes alteradas, gritos talvez. Será que é a mim que procuram? Ter-me-ão descoberto, apesar de todo o esforço para permanecer no anonimato? O medo assola-me. Tenho que me esconder, quiçá fugir, até ter a certeza da segurança. Atravesso a passo apressado o Largo de S. Miguel e percorro a Calçadinha de Santo Estevão, primeiro mártir de Nosso Senhor…Será esse também o meu destino? O martírio? As vozes de novo, os gritos talvez. O que quererão? Quem procuram? Sustenho a respiração na esquina da Rua de Santo Estevão ao Beco do Carneiro. Olho para o alto, em busca de auxílio. Na janela de cortina rendada, o gato espreguiça-se molengão, alheio ao meu drama. Peço ao gato “shiu”, para não me denunciar. Já não oiço brados, ninguém se revela. Apenas o murmúrio da água das fontes chega aos meus ouvidos. De onde virá? Já molhava de novo a fronte. De fôlego refeito, esgueiro-me pelo Beco dos Cativos. Será essa também a minha sorte? O cativeiro às mãos de um qualquer carrasco? Apresso o passo, não há tempo a perder. Rua de São Miguel (mas não passei já por aqui?), de São Pedro até ao Largo das Alcaçarias. Que labirinto! Valha-me Santo António Na Rua do Terreiro do Trigo, a roupa branca estendida faz-me desejar possuir também eu um estandarte da paz, para acenar aos meus perseguidores e acabar de vez com este sufoco. Cordas e cordas de roupa…três corpetes, um avental, sete fronhas e um lençol que a freguesa deu ao rol. Cordas que imagino já em volta dos meus pulsos e tornozelos. Fujo e deixo a fadista entregue aos gemidos da guitarra portuguesa no largo de São Rafael. Pela Rua das Judiarias, a minha agitação é tanta que tropeço nos próprios pés e me deixo cair de mãos no chão. Reparo agora nos fosseis embutidos no basalto escuro do chão, testemunhas seculares de tantas aventuras e desventuras. Distraio-me com a sua geometria rigorosa…de novo as vozes a vociferar, já me detetaram outra vez. Levanto-me, e num ápice percorro a da Adiça, galgo a Calçadinha da Figueira, Rua Norberto Araújo acima. Chego às Portas do Sol, onde o sol já se põe. Avisto o Panteão, onde Sophia descansa. Ah, quem me dera descansar já também! Mas não. Não me demoro, que São Vicente já me olha em jeito de aviso. Pela Travessa de Santa Luzia chego ao Largo do Contador Mor. Cai a noite na cidade, na Lisboa de outras eras. A buganvília da Rua das Damas esconde a lua pálida que se revela em quarto crescente. Sento-me um pouco e reflito. Estou na Rua do Milagre de Santo António. Haverá hoje para mim um milagre também? Valha-me Santo António, se escapo aos que me perseguem! Em frente ao Chapitô, esse espaço de mil caras onde tudo é possível, descubro o olhar da Piaf. Tal como ela, je ne regrette rien de rien. Mais uns passos e chego ao Largo de São Cristóvão. Até quando me escondo? As vozes aumentam de volume, o som de mil passos aproxima-se. Terá chegado a hora? Será que, tal como aquela casa, poderei resistir ao terramoto? No Largo da Achada penso ter chegado o meu fim…No entanto, que gente é aquela? Uma rapariga sacode as formigas das pernas enquanto grita. Era esta a razão do meu pavor, uma peregrinação de amantes da minha cidade? Confundi as suas vozes animadas, os seus passos tumultuosos e as palmadas daquela rapariga com os meus perseguidores de outrora. Tudo não passou de um susto, memórias de outros tempos em que fugia e me escondia. Posso respirar. Um minuto de silêncio e recomponho-me. O cheiro da carne na brasa abre-me o apetite. Posso cear. O martírio, o cativeiro, não era esse afinal o meu fado.

Madalena Boléo

Pedro Ferreira

Julho 2014

Paisagens Sonoras

Curso : Paisagens Sonoras
Jaen, Abril 2014

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O objetivo da minha inscrição no curso suprarreferido, sendo professora de línguas, prende-se com a importância que atribuo ao conhecimento de diversas manifestações artísticas, na medida em que estas se representam como um valor acrescentado inestimável e indelével na aprendizagem integrada e integradora das línguas, quer se trate da língua materna quer da segunda ou terceira língua. Só se compreende o que se conhece e não é impunemente que desde os anos sessenta se tem vindo a chamar a atenção para a importância da imersão sociocultural em qualquer processo de aprendizagem. Investigadores da área da pedagogia e da didática como J.M.Caré e F. Debyser, desde a década de setenta, patenteiam ao seu público vários trabalhos dos quais emergem pontos de confluência entre jogo, linguagem e criatividade1. Mais recentemente, a APPF apresentou um projeto 2 àsescolas subordinado ao título “La Chanson en scène II ” através do qual se pretende um ensino/aprendizagem mais motivante da língua estrangeira, neste caso do francês, aliando a música, a encenação, a dramatização na recriação de uma canção previamente trabalhada ao nível linguístico e sonoro. Esta abordagem tem a pretensão de ser um trabalho interdisciplinar. A motivação dos professores e a criação de condições de adesão dos alunos a esta perspetiva interdisciplinar e artística que favorece a formação global de qualquer sujeito aprendente surge como uma das vertentes inovadoras do projeto. Para tanto, porém, no meu entender os docentes devem, previamente, experimentar eles próprios as vivências que pretendem desencadear nos alunos. A entidade promotora do projeto reconhece “ Au Portugal, l’éducation artistique ne bénéficie pas d’orientations fortes au niveau ministériel et de ce fait, elle souffre d’une faible place dans le parcours scolaire. Ce projet se propose de renforcer la place de l’éducation artistique à travers une approche pédagogique interdisciplinaire et de contribuer à la formation globale des apprenants ainsi qu’au développement de compétences transversales (sociales, citoyennes, autonomie…) et spécifiques dans le domaine de la communication en français par le biais d’activités d’interaction artistique dans des contextes d’apprentissage déclencheurs de créativité et de plaisir d’apprendre.» ( o sublinhado é nosso). Não me foi possível aderir ao projeto em questão, uma vez que a formação que o mesmo implicava decorria em Lisboa, deslocação impossível de levar a efeito, tendo em conta os constrangimentos inerentes à atividade profissional em contexto de estabelecimento escolar formal público.

A formação facultada pelo curso da APECV/Centro de Formação Almada Negreiros, por ter sido proposta para a época de pausa das atividades letivas apresentou-se como um valor acrescentado para a minha formação, vindo de encontro aos meus interesses pessoais e profissionais.

O curso em apreço superou as minhas expetativas por diversos motivos:

– o enquadramento dos professores da APECV, o acolhimento excelente por parte dos docentes da Universidade de Jaén e do Colegio Público de Educación Primária Alcalá Vencislada;

– a qualidade dos projetos apresentados. Destaco aquele cujo objetivo consiste na reabilitação da memória de espaços públicos; o da recriação de um pátio tradicional de uma escola dos anos 50 em que os alunos recriam, através de processos diversos, os jogos tradicionais dessa época.

– a interação profícua, afável e amiga, estabelecida entre todos os participantes, portugueses do norte, do centro e do sul e espanhóis;

– as derivas sonoras e périplos pela cidade de Jaén, castelo de Santa Catalina e arredores que me permitiram compreender melhor toda uma cultura e uma história que, embora semelhante à nossa, não deixou de me espantar em muitos aspetos. A talhe de foice refiro, apenas, o quão fiquei surpreendida pelas manifestações de religiosidade relacionadas com a Semana Santa, que se me afiguraram muito mais expressivas do que no próprio Alto Minho, região onde vivo. Em Jaén encontrei ecos de Edith Piaf, na voz de Jolís, do General De Gaule no “Parador” do castelo e das invasões napoleónicas, neste último.. E só me vinha à memória uma frase batida, se é verdade que quem não conhece a sua história está condenado a repeti-la, quem a conhece, com ela se poderá reconciliar, recriando-a, transfigurando-a.

– a visita ao museu de Jaén e mais concretamente à exposição coletiva “ Sedimentos” e o testemunho de Monika Ruhle a propósito do vídeo “ Las visiones de Hildegarda” . E eis que são ecos de Saramago e do Ensaio sobre a cegueira os chamados à colação;

– a dádiva dos “ take Action” da Angela Saldanha, o início da realização de uma manta artesanal coletiva, a ida à casa do artista Jose Antonio Sotto , as comunicações, na Universidade de Jaén, dos projetos em curso, a visita ao Colégio Alcalá da Venceslada onde pudemos ver in loco o trabalho de professores e alunos, a vários níveis e a materialização do projeto das paisagens sonoras em que participaram os alunos da universidade de Jaén.

Em síntese: este curso proporcionou momentos de aprendizagem e partilha únicos e inolvidáveis.

Bem haja a todos aqueles que contribuíram para o êxito do mesmo.

Recursos:

http://soundscapesart.blogspot.com.es/p/c.html

http://www.mydocumenta.com/index.php?proyecto_token=9B1443063C34BD21348981EE7B17B054

http://www.mydocumenta.com/index.php?proyecto_token=9B1443063C34BD21348981EE7B17B054

A arte contemporânea como ferramenta para a sala de aula 2014

Curso:  A  arte contemporânea como ferramenta para a sala de aula 2014

Porto, Janeiro a Junho de 2014
Oficinas de Partilha com Fernanda Green 

Aprendemos pouco a pouco umas com as outras ….

narrativas

‘La experiencia que importa sería aquella en la que tocamos los límites de nuestro lenguaje.
Además si, como decía Wittgenstein, los límites de nuestro lenguaje son los límites de nuestro mundo, la experiencia sería también allí donde tocamos los límites de nuestro mundo.
Por último, si nuestra subjetividad misma está hecha de lenguaje, si somos carne de palabras, la experiencia sería también el lugar donde tocamos los límites de lo que somos.
Se trata, entonces, de dar sentido a esa experiencia del límite (de lo que podemos decir, de lo que podemos pensar, de lo que podemos ser) y de discutirla en relación al arte y a la educación.’
Jorge Larrosa Bondía

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hibridez
Junta de freguesia do Bonfim, 23 de Março de 2014
Boi Fuleiro
Com Paulo Emílio e Dori Negro ( Colectivo Tuia de Artifícios)


A performance como pedagogia de resistência
Porque na miscigenação das culturas descobrimos uma nova maneira de ser e de estar juntos

Arte contemporânea como recurso interdisciplinar, 2014

Curso : Arte contemporânea como recurso interdisciplinar, 2014

Um curso em parceria com a  Culturgest – Fundação Caixa Geral de Depósitos

Lisboa, De  8 de fevereiro e 5 de abril de 2014

Um curso que para além dos técnicos dos Serviços Educativos da Fundação Caixa Geral de Depósitos teve   convidados de renome  no mundo da educação artística como Maria Jesus Agra Pardiñas e Sara Torres;   da educação museal como Stela Barbieri; artistas portugueses com  Ruy Otero João Queiroz;  e  Ricardo Jacinto Sara Torres . 

Do que se falou:

Ao professor cabe o papel de trazer os contextos culturais como recurso para dentro da sala de aula, como meio de encontro, empatia, compreensão das diferenças, integração, promoção de mentes saudáveis, porque capazes de compaixão e emoção ou então sair da sala de aula e ir com os alunos procurar a realidade fora da escola.

  • A arte tem um papel de desmontagem de preconceitos entre os diferentes setores da sociedade;

  • A importância de dar autonomia aos jovens, facultando-lhes o acesso às decisões tanto na sala de aula, como do sistema escolar;

  • O artista deve ser desmistificado e chamado a colaborar com as escolas;

  • As artes constituem uma disciplina ímpar nos currículos educativos para a promoção das dimensões emocional, ética e criativa no desenvolvimento humano

 

 Nesta formação, criaram-se condições para que os afetos fossem despertados e partilhados. Posto isto, criou-se, por consequência, a condição essencial para entrar nos conteúdos expostos pelos formadores. A este nível, o que mais útil para mim foi a noção e aplicação dos aspetos relacionados com a arte contemporânea através de uma dinâmica de grupo  (Formando  LF, Lisboa, 2014)