Criatividade

Estratégias Para Desenvolver a Criatividade
Lisboa, Março a Maio de 2014

( com o Apoio da FIL  e da Universidade Aberta de Lisboa)

 

 

O seminário contou com a presença dos seguintes oradores Annely Köster, coordenadora da Eksperimenta! 2014 Art & Science; Tiago Carneiro, Diretor de biossegurança no Instituto Gulbenkian de Ciência; Adérito Fernandes Marcos e Amílcar Martins do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC) – Universidade Aberta; Teresa Torres de Eça, Vice Presidente da International Society for Education Through Art InSEA e colaboradora do CIAC, Marta Ornelas, investigadora no Centro de Estudos da Migrações e Relações Interculturais (CEMRI) da Universidade Aberta; Isabel Trindade, Vice Presidente da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual – APECV e o coletivo ‘Os Espacialistas’.

O Workshop: Arte, Ciência e Criatividade teve como finalidade a discussão crítica do resultado das palestras no âmbito do seminário ‘Arte e Ciência’ que decorreu na FIL no dia 16 de Março de 2014.

Do seminário surgiram várias questões acerca do cruzamento entre arte e ciência e do papel da criatividade em ambos os campos. Estas questões foram novamente abordadas e debatidas neste workshop, recorrendo a exemplos sob a forma de comunicação visual e plástica.
Cartaz_Seminário_Arte_Ciência (5)

Workshop_Arte_Ciência_3_Maio

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Tempestade de Ideias

 

Relatando:

Inscrevi-me no Curso Arte e Ciência porque estou particularmente interessada em alargar o âmbito da minha formação na medida em que penso que a criatividade é algo inerente e comum à Arte e à Ciência. Estou particularmente interessada em diversificar estratégias que me permitam comunicar melhor Ciência (enquanto forma de resolução de problemas) e para tal esperava obter novos elementos para a minha reflexão.

IF

Inscrevi-me na acão de formação “Estratégias para desenvolver a criatividade” e seminário “Espaços abertos entre arte e ciência” porque me pareceu um tema aliciante e adequado às minhas funções de educadora. Tanto arte como ciência são assuntos que me interessam bastante e interligados pareceram-me muito sugestivos. Desenvolver a criatividade e viver novas experiências são fundamentais para a renovação do exercício das minhas funções já longas, por isso as minhas expectativas eram boas.

IM

 Na primeira parte do curso, decorrida na Fil, foram abordados temas relacionados com a arte e a ciência. Na segunda parte deste curso e após a apresentação dos vários participantes, foi-nos mostrado um vídeo. Nesta parte do curso fui mais participativa, dado que as atividades eram mais propícias. Realizámos pequenos exercícios com molas da roupa. A relação e a troca de experiências entre os vários participantes foi muito boa. Eu partilhei com os colegas alguns sites da internet que poderão ser-lhes úteis em futuros trabalhos. O trabalho prático realizado foi bastante interessante e poderá ser utilizado em sala de aula ou com os alunos de forma a que eles se possam conhecer melhor ou para ajudá-los a melhorar o seu relacionamento entre pares. Este trabalho prático consistiu na ilustração ou na representação de palavras que tivessem a ver com o tema da arte e da ciência. Eu ilustrei e representei as palavras: técnicas/rigor de expressão plástica, descobrir, expressão e inesperado. O resultado foi aplicado ao corpo do nosso colega parceiro e apresentado oralmente aos restantes participantes. O trabalho desenvolvido foi importante na estimulação da criatividade. O curso correu muito bem, houve uma interacção entre vários participantes.

Z.

 

Na segunda parte doa ação foram apresentados e discutidos projetos e partilhadas boas práticas pedagógicas. A proposta de verbalizar e expressar o que nos diz Arte e a Criatividade foi um bom exercício e o libertar de emoções e recarregar energias um incentivo para continuar o nosso trabalho. Se pelo caminho vão ficando alguns professores, desalentados e frustrados, este tipo de ação reforça a autoestima e o sentir que não estamos sozinhos e que muitos outros continuam a resistir e a procurar continuar o ensino da Arte e a exploração das técnicas (algumas bastante inovadoras) de expressão plástica, indo além das metas e dos objetivos traçados ministerialmente.

Toda a ação foi bastante interessante, estimulante e divertida. Penso que tanto as palestras apresentadas, seguidas de discussão e a troca de impressões e trabalho prático, foram bastante importantes e proveitosas, atingindo na minha perspetiva nível 10.

Em relação à bibliografia apresentada, achei interessante a sua leitura, sobretudo a definição de criatividade no âmbito pessoal.

P.

 Bióloga por formação, Professora de profissão e Educadora por vocação (de alunos e dos meus filhos). Uma pessoa que acredita que o desenvolvimento pessoal vai ter repercussões no seu desenvolvimento profissional e que quer melhorar, de forma a poder participar na formação dos seus alunos como seres autónomos, críticos e criativos, construtores da sua própria história para além de cidadãos e profissionais participativos na sociedade.

2. O que vim procurar?

Aprender “algo” para evoluir como pessoa e profissional da educação. Reflectir sobre a relação entre a ciência e a arte e utilizar esse conhecimento na sua prática profissional.

3. O que trouxe comigo – em mim?

– O resultado das aprendizagens da primeira tarde de palestras e da partilha que aconteceu ao longo do segundo dia de formação deste curso. Saliento a noção clara da importância e da riqueza que existe na possibilidade de criar pontes e unir as duas “culturas” – Ciência e Arte. Exemplos de como podem unir-se criativamente, com resultados fantásticos, como, por exemplo, nos mostraram “os espacialistas” que unem arte, investigação e ciência.

– Exemplos nacionais e internacionais de artistas, cientistas e professores que acreditam e se interessam por essa interacção ciência e arte; como sejam Annely Koster da Estonian Academy of Arts, Tiago Carneiro do Instituto Gulbenkian da Ciência e o Professor Amílcar Cabral da Associação Viver a Ciência, entre outros.

– O reconhecimento da importância da criatividade na educação e de alguns autores (por exemplo M. Csikszentmihalyi, H. Gruber e Gardner) que nos ajudam a compreender o processo da criatividade bem como algumas formas de a desenvolver.

– A noção clara de que, apesar dos constrangimentos existentes nas escolas, como sejam os programas extensos e os exames, se pode fazer uma educação-ensino “diferente”, mais criativo e que, por sua vez, permita aos alunos usarem e desenvolverem a sua própria criatividade.

A motivação para eu continuar a trabalhar a criatividade com os meus alunos pelo uso da possível complementaridade entre a arte e a ciência e, consequentemente, motivá-los para a aprendizagem e desenvolver neles um espírito critico e criativo tão necessários na e à sociedade actual.

– A importância de recorrer a diferentes metodologias como a de projecto, a da resolução de problemas, o “inquiry based learning” e o “model of experiencial learning” de D. Kolb, por exemplo, promovendo uma aprendizagem mais activa que fomente nos nossos alunos um maior envolvimento no processo de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento de competências e capacidades diversas.

– A riqueza da partilha de práticas profissionais e experiências entre professores do grupo das artes com professores de ciências e entre professores de diferentes níveis de ensino, desde a pré-escolar ao ensino secundário.

Sei e sinto que me envolvi e participei ativamente nas atividades que nos foram propostas e nos debates e reflexões que se geraram. Considero que o meu desempenho foi Bom = 8.

Só me resta agradecer pelo vosso investimento no diminuir distâncias e fomentar o diálogo entre profissionais de diferentes áreas permitindo toda uma partilha e consequente riqueza de experiências e conhecimentos que advêm da união e compreensão da diversidade.

S.S.

Nunca é demais relembrar o documento publicado no Diário da República de 28 de janeiro de 2013, concretamente a Recomendação nº 1/2013, sobre “Educação Artística” do Conselho Nacional de Educação, em que reconhece a importância e necessidade de
formação artística a nível dos currículos escolares, desde cedo e até ao final da escolaridade obrigatória do 12º ano. Refere mesmo que “diversas instâncias da sociedade, reconhecem esta área como fundamental, tanto para o desenvolvimento individual como para o desenvolvimento da sociedade”. Como Princípios e Orientações invoca que a “Arte, a par de outras formas de conhecimento – ciência, tecnologia,
filosofia, humanidades – concorre par a compreensão e desenvolvimento da civilização, de cada sociedade e de cada pessoa”.
Uma sociedade conhece-se pela sua arte e pela sua cultura, é sabido. Do mesmo modo que o ar que respiramos é vital para a vida, também a criatividade é o nosso oxigénio. Uma sociedade onde não fosse dado espaço para ser criativo, fosse a que nível fosse, seria uma sociedade castrada e asfixiada.
Por isso, momentos como os que partilhamos e vivenciamos neste Workshop, são um bálsamo vivificante na nossa vida.
São as coisas simples que muitas vezes mais significados têm e mais gratificantes se revelam.

MJ

Esta AF, surgiu na sequência da inscrição dos meus alunos do Concurso Arte e Ciência e eu pensei que o que iria aprender seria exclusivamente ligado à concretização desse objetivo. Mas, de facto, esta formação viria a ser muito mais do que isso. Os locais escolhidos para nos reunirmos foram apropriados e até inspiradores. A calendarização e os horários foram os possíveis, atendendo à fase do ano letivo em curso. Na verdade, nada disso é assim tão importante; quando nada se tem, nada se espera. E sem espectativas, não há deceções!

A primeira parte deste curso foi interessante, embora mais passiva. Nuns momentos senti-me mais envolvida do que noutros. Tentei atribuir um sentido àquela experiência de aprendizagem, mas não sei se o consegui fazer plenamente. Penso que a intenção era despertar sensações e isso foi plenamente conseguido. Porém, saí de lá com a sensação de que faltava qualquer coisa…

Não foi necessário esperar muito para tomar conhecimento que, ao Seminário Arte e Ciência, se seguiria um workshop dedicado à Criatividade. Renovou-se, assim, a esperança de complementar as aprendizagens feitas no referido seminário. E assim foi! A reflexão, a discussão e a partilha deste segundo momento de formação introduziu neste curso uma componente fundamental do mundo das Artes e, afinal, também do mundo das Ciências: as ideias. E, por detrás das ideias, claro, as pessoas! Do que ouvi e aprendi, lembro-me, sobretudo, da seguinte ideia: “Na arte contemporânea o processo de criação é mais importante do que o produto final.” E esta é uma ideia poderosa no ensino artístico, com enorme relevância para o ensino das Ciências.

Da interação entre todos os presentes nasceram ideias interessantes e relações frutuosas. Empenhei-me para escutar, observar e aprender com os outros, mas, no final, verifiquei que havia tanto mais para aprender! Ficam os contactos com os colegas e com as formadoras, estas últimas sempre disponíveis para partilhar e ajudar. Um bem-haja, pelo vosso esforço!

Considero que esta Formação foi um despertar para desenvolver um olhar diferente do mundo, em geral, e da escola, em particular. Aqui, poderei continuar a dar espaço para que os meus alunos possam aprender das mais diversas maneiras, sendo a expressão artística um dos caminhos possíveis.

HD

Contudo penso que o verdadeiro espírito, a essência desta formação, reside não verdadeiramente na ideia das relações entre arte e ciência mas na intenção de questionarmos as coisas, de pensarmos sobre elas, na capacidade da nossa caminhada face ao conhecimento, numa viagem feita de interrogações de colocação de dúvidas da procura de respostas de recuos de soluções erróneas que se transformam em notáveis formas de aprendizagem.Embora o artista seja mais intuitivo e o cientista mais racional os dois integram todas as dimensões.

CC.

 

 

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